Prezados colegas,
Hoje em dia muito se fala sobre a violência no trânsito. A estatística mostra que o número de acidentes é altíssimo, resultando em muitos mortos e feridos.
Mas, infelizmente, as ações que buscam apontar soluções para este grande mal ainda são tímidas. Caminhamos a passos lentos ante uma realidade assustadora e “galopante”.
Interessante, porém, é que o próprio Código de Trânsito aponta para a principal solução e, paradoxalmente, causa de tudo isso: a educação (e a falta dela).
Acontece que a legislação prevê a educação para o trânsito como tema transversal a ser trabalhado nos anos de escolarização básica. E, indo mais longe, fala sobre tal educação nos anos escolares referente ao Ensino Médio e até mesmo, no Ensino Superior.
Mas de que vale a lei quando não é aplicada? Sua beleza fica apenas no papel e seus benefícios não se concretizam.
E, enquanto isso, nós recebemos nos Centros de Formação de Condutores estas pessoas que não tiveram a oportunidade de construir valores significativos relacionados ao trânsito. Ficamos assim, com a importante (e difícil) missão de, em 45 horas/aula, “formar” o condutor. Isso é quase um milagre! Afinal, precisamos trabalhar com os candidatos conceitos complexos e, ainda, viabilizar a construção de uma consciência voltada para a segurança no trânsito.
Agora, pare por um momento e considere as estatísticas. De acordo com a PUC do Rio Grande do Sul o número de mortos em acidentes de trânsito chega a 220 por dia. Pense nisso: é como se um avião, um Boeing, caísse diariamente no solo de nosso país! E isso, sem mencionar aqueles que ficam inválidos para o resto de suas vidas. Enfim, a situação é grave!!! Gravíssima!!!
Diante desse quadro fica evidente a necessidade de uma política pública que aponte soluções reais para a problemática do trânsito brasileiro.
Mas, o que dizer de nós, instrutores? Como encaramos a nossa profissão???? A partir do momento em que passamos a exercer a nossa função, assumimos um compromisso com a sociedade. A falha do governo em cumprir com a sua parte não serve como desculpa para não cumprirmos com a nossa. É uma questão de ética.
Portanto, o que temos a fazer é ministrar as nossas aulas de modo a viabilizar a construção de valores voltados para a segurança e harmonia no trânsito. Mais do que instrutores, precisamos agir como educadores. Eis aí a nossa verdadeira missão: EDUCAR! Você a tem cumprido bem?


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